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Qual é a função das tubas uterinas na fertilidade?

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Muitos casais em idade reprodutiva sonham com a tão esperada gravidez, um processo complexo que envolve diferentes funções do corpo, principalmente da mulher. No entanto, para que ela aconteça de forma natural, tanto a mulher quanto o homem precisam ser férteis.

O sistema reprodutor feminino é o principal responsável pela reprodução humana. É por meio dele que ocorrem a liberação dos óvulos, a fecundação, a preparação do útero e o desenvolvimento do embrião. Esse sistema é formado por: vagina, ovários, útero e tubas uterinas.

As tubas uterinas são órgãos essenciais à gestação, pois é onde a fecundação do óvulo pelo espermatozoide acontece. É também importante em tratamentos de reprodução assistida quando são indicadas técnicas de baixa complexidade.

Sendo assim, é fundamental que esses órgãos estejam em boas condições e mantenham o bom funcionamento. Existem algumas doenças que podem afetar as tubas e comprometer a fecundação.

Conheça um pouco mais sobre as tubas uterinas, entenda a sua função na fertilidade e saiba a sua importância também na reprodução assistida.

O que são tubas uterinas?

Também conhecidas como trompas de Falópio, as tubas uterinas são órgãos do sistema reprodutor feminino localizadas entre os ovários e o útero e têm papel fundamental no ciclo reprodutivo da mulher. Elas têm motilidade, ou seja, estão ligadas ao útero, mas não aos ovários. Elas conseguem, independentemente do lado, captar os óvulos de ambos os ovários.

Inicialmente, as tubas uterinas são responsáveis por levar o óvulo dos ovários ao útero. Neste caminho, quando os espermatozoides estão presentes, pode ocorrer a fecundação. O órgão é dividido em quatro regiões: infundíbulo, ampola, istmo e parte uterina.

Histologicamente, são constituídas por camada mucosa, camada muscular, camada subserosa e o revestimento de peritônio sobre a camada subserosa. Em sua camada muscular, existem fibras musculares lisas que auxiliam nos movimentos peristálticos das tubas, que promovem o transporte do gameta feminino.

Entre as principais alterações e doenças que afetam as tubas uterinas, encontram-se os tumores, a gestação ectópica (quando a implantação ocorre fora do útero), disfunções tubárias, lesões pélvicas, doença inflamatória pélvica (DIP), endometriose, entre outras.

Quais são as funções das tubas uterinas na fertilidade feminina?

Durante o ciclo menstrual, o corpo da mulher é preparado por meio da ação dos hormônios, para caso aconteça a fecundação. Uma série de mudanças ocorrem no organismo para que o útero esteja pronto para a chegada do embrião.

O folículo libera o óvulo durante a ovulação, que é captado no ovário por uma das tubas uterinas. Quando ocorre a relação sexual, os espermatozoides vão na direção desse órgão para que possam fecundar o gameta feminino.

Obstruções ou lesões nas tubas uterinas podem interferir tanto no transporte dos gametas quanto na fecundação em si, dificultando o processo de reprodução. Dessa forma, é importante que o órgão esteja em boas condições.

Qual é a importância das tubas uterinas na reprodução assistida?

As tubas uterinas são órgãos essenciais no processo de reprodução, seja na gestação natural, seja na reprodução assistida de baixa complexidade. Existem algumas técnicas muito eficazes no tratamento contra a infertilidade que auxiliam casais que não podem ter filhos.

Os três principais métodos são: relação sexual programada (RSP), inseminação artificial (IA) e fertilização in vitro (FIV). Elas são classificadas de acordo com a sua complexidade, sendo a RSP e a IA de baixa e a FIV de alta complexidade.

Na FIV, as tubas uterinas não são necessárias, pois a fecundação nesses casos acontece em laboratório. Sendo assim, a etapa de transportar os gametas e sediar a fecundação, como acontece na gestação natural, não acontece.

Neste tipo de tratamento, os gametas são coletados e selecionados previamente, buscando apenas os de maior qualidade. Depois, são colocados em um meio de cultura adequado e fecundados por meio da ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), em que cada espermatozoide é captado por uma agulha extremamente fina e injetado dentro do citoplasma do óvulo, o que aumenta significativamente a chance de fecundação.

Já em técnicas de baixa complexidade, como a RSP e a IA, a fecundação acontece de maneira natural, fazendo com que as tubas uterinas sejam parte essencial do processo por transportarem os gametas e sediarem a fecundação.

Na RSP, a mulher passa pela estimulação ovariana para aumentar a quantidade de óvulos disponíveis para a fecundação (às vezes, ela não ovula e a RSP promove a ovulação de pelo menos um óvulo). No momento ideal, o casal é orientado sobre o período mais fértil e a manter relações sexuais durante esse período.

A IA pode ser indicada também para casos leves de infertilidade masculina, pois o sêmen é coletado e os gametas são selecionados para esse processo. Também acontece a estimulação ovariana e, quando ocorre a ovulação, os espermatozoides são inseridos no útero para que fecundem os óvulos.

Todas as técnicas são eficientes em casos específicos e devem ser indicadas de acordo com o que está causando a infertilidade conjugal. Por isso, é fundamental que o casal seja investigado de forma detalhada e personalizada. Na reprodução assistida, não há indicações de rotina. Cada casal é único.

As tubas uterinas são essenciais para gestação natural e para técnicas de reprodução assistida de baixa complexidade e, quando afetadas, podem causar infertilidade. Se você tem interesse neste assunto, leia também sobre a infertilidade feminina e conheça doenças e alterações que alteram a fertilidade.

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