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O sistema reprodutor feminino é formado pelos seguintes órgãos: ovários, tubas uterinas, útero e vagina. O sistema reprodutor feminino é o principal responsável pela fertilidade feminina, pois garante a produção dos gametas, de alguns hormônios e tem um ambiente adequado ao desenvolvimento de um novo ser.
Diversas doenças e condições podem afetar o sistema reprodutor feminino e comprometer a fertilidade, mas atualmente existem vários exames que avaliam o funcionando do sistema reprodutor. Um deles é a histerossalpingografia (HSG).
A histerossalpingografia é um exame indicado para avaliar a morfologia do útero e das tubas uterinas. Ele é feito com contraste, assim, é possível verificar se o formato do útero está correto e se as tubas uterinas estão pérvias (abertas) ou se há algum tipo de alteração. Vamos entender mais sobre o assunto? Continue a leitura!
A histerossalpingografia é indicada para avaliar a morfologia do útero e a permeabilidade das tubas uterinas, verificando se não há alterações morfológicas ou alterações tubárias, como obstruções e dilatação. O exame fornece informações importantes sobre o útero, como malformações uterinas, miomas, sinequias (cicatrizes), pólipos, entre outros.
No entanto, o exame não consegue diagnosticar miomas e pólipos porque ele só identifica uma alteração no formato do útero, não a doença que pode ser.
Dessa maneira, a histerossalpingografia é um exame realizado, principalmente, para os casais que foram diagnosticados com infertilidade e precisam de alguma técnica da reprodução assistida.
Entretanto, o exame não pode ser realizado em mulheres grávidas (pois pode afetar o bebê) nem em quem tem alergia aos contrastes iodados.
A histerossalpingografia é um exame de imagem e diagnóstico (raio-X) realizado com contraste. O contraste é utilizado para preencher as estruturas e evidenciar a anatomia do útero e das tubas uterinas.
O exame é realizado com a paciente acordada. Não há necessidade de anestesia nem jejum. Além disso, a HSG é realizada em laboratórios de diagnóstico e por um médico radiologista.
Para as mulheres que ovulam, o exame é realizado após a menstruação e antes da ovulação (normalmente do 6º ao 12º dia do ciclo menstrual).
Já para as pacientes que não ovulam, a HSG pode ser realizada em qualquer fase — desde que a possibilidade da gravidez seja excluída.
Alguns laboratórios pedem o uso de laxantes um dia antes do exame para que haja clareza na visualização do útero e das tubas uterinas.
Para a realização do exame, a mulher precisa ficar em posição ginecológica. Depois disso, o médico utiliza um cateter e injeta o contraste pelo orifício do colo do útero. Quando o contraste tiver preenchido todas as cavidades, são feitas as imagens.
O exame pode provocar um pouco de cólica e desconforto. Por isso, alguns médicos podem sugerir o uso de anti-inflamatórios ou analgésicos para reduzir possíveis desconfortos.
Existem receios sobre dor associada ao exame. Isso varia de paciente para paciente. Há mulheres que têm um pouco de dor e mulheres que não sentem nada. Dependendo do caso, existem laboratórios que fazem o exame sob sedação, mas isso não é feito de rotina e na maioria das vezes não há essa necessidade.
O objetivo principal da histerossalpingografia é avaliar a parte interna do útero, assim como a permeabilidade das tubas uterinas. Portanto, ele é um dos exames básicos da investigação da infertilidade em casais inférteis.
Ela identifica, principalmente, se há alterações como pólipos, miomas e malformações uterinas e se as tubas uterinas estão normais e abertas. Afinal, isso pode prejudicar a fecundação e a implantação do embrião.
A histerossalpingografia é um exame bastante limitado, portanto geralmente são solicitados outros exames para investigar a infertilidade.
Com o resultado dos exames, avalia-se o caso e indica-se o melhor tratamento para que o casal consiga realizar o sonho da gravidez. Existem três técnicas de reprodução assistida que podem ser indicadas, a depender da complexidade do caso e dos fatores que estão causando a infertilidade:
A histerossalpingografia é um exame geralmente solicitado no contexto da reprodução assistida, pois, com ela, é possível fazer uma boa avaliação de alguns problemas que podem causar infertilidade feminina.
Portanto, se você está tentando engravidar e não está conseguindo, um especialista em reprodução assistida pode ajudar. Ele poderá solicitará uma série de exames, entre eles a histerossalpingografia e indicar o melhor tratamento para você realizar o seu sonho de ter um bebê.
Você gostou de aprender mais sobre a histerossalpingografia? Se sim, aproveite e complemente o seu estudo conferindo outro conteúdo relacionado aqui. Boa leitura!
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