901
Em casos de infertilidade, uma possibilidade para os casais que querem ser pais é recorrer às técnicas de reprodução assistida (RA). Essas técnicas são rigorosamente científicas e obedecem a diretrizes éticas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) que foram evoluindo ao longo dos anos.
Hoje, por exemplo, o contexto social é que as mulheres estão postergando a maternidade e que a união estável homoafetiva foi reconhecida como entidade familiar. Todos podem recorrer à reprodução assistida para ter filhos.
Atualmente, também é bastante comum a preservação de gametas para engravidar mais tarde ou mesmo para preservar a capacidade reprodutiva antes de passar por tratamentos oncológicos.
Já a ovodoação é o procedimento de doação de óvulos para que sejam utilizados na fertilização in vitro, a FIV (um dos métodos mais conhecidos de reprodução assistida), por mulheres que têm algum distúrbio relacionado aos óvulos, como menopausa precoce.
Neste post, falaremos mais sobre a doação e quais são as regras vigentes para a realização do procedimento.
A ovodoação é o processo pelo qual uma mulher doa óvulos para outra, que tem distúrbios de fertilidade relacionados ao crescimento ou liberação de óvulos, como menopausa precoce, SOP, endometriomas e assim por diante. No contexto da ovodoação, a única técnica de reprodução assistida que pode ser indicada é a fertilização in vitro (FIV).
Existem duas formas de fazer a ovodoação: compartilhada e voluntária. Na compartilhada, a receptora compartilha dos custos do tratamento da doadora, que também precisa de reprodução assistida. Na voluntária, a doadora apenas faz a doação dos óvulos.
A mulher que irá realizar a doação dos óvulos passa por uma avaliação antes da doação. Caso as condições sejam todas favoráveis, realiza-se o processo de estimulação ovariana inicial e depois o líquido folicular é retirado por punção.
A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida em que o processo de fecundação das células sexuais (óvulo e espermatozoide) é feito em laboratório. Após essa etapa, o embrião é cultivado em laboratório e transferido diretamente ao útero da mulher. Tanto os óvulos quanto os espermatozoides utilizados podem ser dos progenitores ou de doadores.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou, em sua última resolução, de 2022, as normas que orientam as práticas de reprodução assistida.
Quanto às regras para a doação de gametas ou embriões, são muitas. As mais importantes são estas:
Mas existem outras. Se quiser conhecer todas as regras, é só acessar a resolução.
Além dessas regras do CFM, há uma norma particular que fala sobre a relação entre doadora e receptora. A ovodoação é compartilhada quando a doadora e a receptora têm ambas o desejo de um tratamento por reprodução assistida. Dessa forma, além do material biológico, também os custos financeiros que envolvem o procedimento são divididos entre elas. A doadora tem preferência sobre o material biológico que será produzido.
Já a ovodoação voluntária acontece quando uma mulher que atenda aos devidos requisitos estabelecidos deseja e realiza a doação.
Nos dois casos, é importante ressaltar que os acordos são efetivados por intermédio da clínica que assistirá as duas mulheres durante todo o processo. A identidade das envolvidas se mantêm em sigilo, a não ser que haja o parentesco de até 4º grau, como consta na resolução.
Antes, a ovodoação só podia ser feita de forma compartilhada. Atualmente, contudo, as normas possibilitam que o processo possa ocorrer pelas duas modalidades.
A infertilidade, quando decorrente de fatores femininos, pode ter muitas causas, como doenças, condições, idade e assim por diante. Em situações em que a produção ou a qualidade dos gametas são afetadas, as técnicas de reprodução assistida podem ser ferramentas de grande auxílio.
Nos processos de reprodução assistida que envolvem a ovodoação, as mulheres inférteis podem ter o embrião transferido para seu útero depois que a fecundação de óvulo doado é realizada em laboratório.
A gestação acontece da mesma forma que uma gestação natural ou uma gestação com óvulos próprios. É comum que o casal tenha muitas dúvidas relacionadas ao assunto. É importante procurar uma clínica de reprodução assistida para tirar todas as dúvidas.
Para mais informações sobre o processo de ovodoação, convidamos à leitura do nosso outro post sobre o assunto!
Compartilhe:
Último Post: