Agendar Consulta | (11) 94007-6113
Fechar
Icone Newsletter
Inscreva-se na nossa newsletter

Inscreva-se e receba em primeira mão novidades e materiais exclusivos sobre Reprodução Humana produzidos pela Dra. Fernanda Valente.

Fique tranquilo que o seu e-mail estará a salvo conosco. Nós também não gostamos de SPAM!
Nome completo:

Transferência de Embriões Congelados

2329


O século XX foi importante para as técnicas de reprodução assistida. Muitas pesquisas foram feitas e hoje há muitas possibilidades para casais inférteis terem seu filho utilizando seus próprios materiais genéticos. Uma delas é o congelamento/criopreservação de embriões.

A técnica mais utilizada hoje para manter gametas e embriões criopreservados é a chamada vitrificação, um procedimento de congelamento ultrarrápido que utiliza soluções de crioprotetores gradativamente durante o resfriamento para evitar a formação de cristais de gelo dentro da estrutura das células e prejudicar o material genético, como acontecia na técnica do congelamento lento. Com resultados positivos em mais de 90% dos casos, a vitrificação substituiu a técnica de congelamento lento, que apresentava resultados inferiores.

Atualmente, a vitrificação é utilizada para congelar sêmen, óvulos, embriões e tecido ovariano, dependendo da situação e da escolha do casal. Em certos casos, o casal pode escolher congelar os gametas; em outros, os embriões. De qualquer forma, o material que deve ser congelado é enviado para o laboratório de criopreservação, que fará o congelamento e manterá o material em recipientes identificados pelo tempo que for preciso. Não há limite de tempo para deixar o material criopreservado. Ele é mantido em uma temperatura de -196 oC, que é a temperatura do nitrogênio líquido. Quando é solicitado, o material passa pelo processo de descongelamento ou desvitrificação, também feito de maneira ultrarrápida, que retira as soluções de crioprotetores gradativamente, conforme o material vai sendo descongelado.

Finalizado o processo de descongelamento, o material pode ser utilizado normalmente em técnicas de reprodução assistida, como a inseminação artificial, caso o material congelado seja espermatozoides, ou fertilização in vitro (FIV), caso o material seja espermatozoides, óvulos ou embriões. Ter material congelado facilita o processo de FIV, principalmente quando são utilizados embriões, porque não é necessária a realização de todas as etapas, como a estimulação ovariana. Basta descongelá-los, verificar e fazer o preparo endometrial e realizar a transferência para o útero.

Para que é feito o congelamento

O congelamento de embriões pode ser feito por algumas razões: embriões excedentes, síndrome de hiperestímulo ovariano, endométrio inadequado para transferência no mesmo ciclo, preservação de fertilidade e adiamento da gestação.

Em alguns ciclos de FIV, pode haver embriões excedentes, ou seja, a mais do que os que serão transferidos. A recomendação em relação ao número de embriões transferidos é a seguinte: até 2 embriões quando a mulher tem até 35 anos; até 3 embriões quando a mulher tem entre 36 e 39 anos; até 4 embriões quando a mulher tem acima de 40 anos. No caso dos embriões excedentes, o casal pode mantê-los congelados, para futuramente facilitar o processo da FIV e evitar uma nova estimulação ovariana. Caso esses embriões não sejam utilizados pelo casal, eles podem ser doados a outros casais com infertilidade ou descartados após 3 anos de congelamento.

Como é feita a transferência de embriões congelados

Na FIV, a transferência de embriões pode ser feita com embriões a fresco ou congelados. O termo “a fresco” indica os embriões que foram concebidos em laboratório e não passaram por congelamento. Nesses casos, o casal realiza todas as etapas da FIV e, quando o embrião está formado, ele é diretamente transferido para o útero. No entanto, nem sempre isso é possível, pois o endométrio, camada que reveste o útero, pode não estar preparado para receber o embrião, o que pode causar uma falha na implantação e o fracasso da gravidez.

Assim, em muitos casos, todos os embriões formados na FIV são congelados, técnica conhecida como freeze-all, e transferidos apenas em um próximo ciclo menstrual. Essa decisão deve ser tomada pela equipe médica, considerando a forma que oferecerá a melhor chance de gravidez.

Os embriões são analisados antes e depois do descongelamento, sempre com a intenção de selecionar quais são os melhores para a transferência.

A transferência de embriões descongelados pode ser feita em um ciclo ovulatório natural ou medicado. Nos dois casos serão realizadas ultrassonografias seriadas para avaliar morfologia e espessura endometrial até o momento em que as características estejam adequadas para receber o embrião, e a transferência é, então, agendada.

Índices de sucesso da vitrificação

Os índices de sucesso do congelamento e descongelamento pela técnica de vitrificação ficam próximos dos 95%. Hoje, dificilmente um embrião congelado por vitrificação fica danificado com o processo.

No entanto, o mais importante a destacar é que o sucesso da FIV é parecido com a utilização de embriões a fresco ou de embriões que passaram pelos processos de congelamento e descongelamento. Isso mostra que essa é uma técnica que mantém preservado o material genético do casal e pode ser utilizado com segurança muitos anos depois, evitando a necessidade de realizar boa parte das etapas da FIV novamente.


Compartilhe:

Facebook Whatsapp Linkedin

Último Post:


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *