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Quais são as técnicas de reprodução humana assistida de baixa complexidade?

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De relações sexuais programadas a embriões gerados em laboratório, as diversas técnicas de reprodução assistida (TRA) revolucionaram o tratamento de casais com infertilidade.

O termo reprodução assistida remete a um conjunto de técnicas e procedimentos desenvolvidos para aumentar as chances de gravidez de casais inférteis. Essas técnicas de reprodução assistida (TRA) são divididas em duas modalidades: de baixa e de alta complexidade, de acordo com critérios específicos.

A definição do melhor tratamento para cada casal é feita por um especialista, a partir da investigação e diagnóstico das causas da infertilidade.

Vou abordar, neste artigo, as técnicas de reprodução humana assistida de baixa complexidade e quando são indicadas.

Qual a diferença entre as técnicas de reprodução assistida?

As técnicas de reprodução humana assistida de baixa complexidade são mais simples do que as de alta complexidade, e também são conhecidas como intracorpóreas ou in vivo, pois a fecundação ocorre no próprio organismo feminino, não em laboratório. As principais são a relação sexual programada (RSP) e a inseminação intrauterina (IIU).

Já nas técnicas de alta complexidade, todo o processo ocorre fora do corpo humano, ou seja, os gametas (óvulos e espermatozoides) são coletados, preparados e fecundados em laboratório, e os embriões formados são transferidos para o útero. Por esse motivo, também recebem a denominação de extracorpórea ou in vitro. Entre elas está a fertilização in vitro (FIV).

Por terem complexidades diferentes, a eficiência delas também varia. As técnicas de baixa complexidade têm o percentual de sucesso similar ao da gravidez natural – entre 15% e 25% a cada ciclo menstrual, e são normalmente indicadas para mulheres com problemas ovulatórios e homens com alterações leves no sêmen. Em qualquer caso, a mulher precisa ter as tubas uterinas preservadas e uma boa reserva ovariana, o que normalmente é raro em mulheres acima dos 35 anos.

Técnicas de reprodução assistida de baixa complexidade

As técnicas de reprodução humana de baixa complexidade incluem a relação sexual programada e a inseminação artificial ou intrauterina.

Relação sexual programada

Por ser uma técnica simples e de baixo risco, a relação sexual programada (RSP) é a mais indicada quando há problemas de ovulação. No entanto, além da saúde das tubas uterinas, ela apenas é eficaz se os espermatozoides também forem saudáveis, já que não há nenhum tipo de preparação seminal nessa técnica. A causa da infertilidade conjugal deve estar relacionada exclusivamente a fatores femininos específicos, como distúrbios ovulatórios.

O procedimento inicia com a estimulação ovariana por medicamentos administrados via oral ou injetáveis. Então é feito o acompanhamento do crescimento folicular por ultrassom transvaginal. Quando os folículos atingem o tamanho adequado, o médico prescreve medicamentos específicos para induzir a ovulação, tornando possível programar a relação sexual para os dias férteis, aumentando as chances de fecundação.

A RSP pode ser realizada por até 6 ciclos, embora geralmente a fertilização ocorra antes. Quando a mulher tem mais que 35 anos, as possibilidades de sucesso são menores, uma vez que a fertilidade naturalmente diminui com o avanço da idade.

Inseminação intrauterina

A inseminação intrauterina (IIU) é indicada quando, além da disfunção de ovulação, há ainda uma alteração – de leve a moderada – no esperma. Nessa técnica, o sêmen, após ser preparado em laboratório, é depositado diretamente na cavidade uterina, o que eleva as chances de gravidez.

A IIU também tem como primeira etapa a estimulação ovariana, feita com medicamentos à base de hormônios. Na sequência, o crescimento folicular é acompanhado por ultrassonografias. Quando os folículos atingem o tamanho adequado, a mulher faz uso de medicamentos para induzir a ovulação, ou seja, o rompimento dos folículos para a liberação dos óvulos.

Diferentemente da RSP, na IIU o sêmen é preparado em laboratório com a utilização de técnicas de capacitação seminal, que eliminam os espermatozoides mortos, imóveis ou lentos, aumentando a concentração dos que possuem maior capacidade de fecundação.

Na terceira etapa, é feita a inseminação. Os espermatozoides resultantes da capacitação são introduzidos no útero com o auxílio de um cateter durante o período mais fértil da mulher durante o ciclo menstrual.

Mesmo que a técnica apresente bons índices de gravidez – cerca de 20% em média –, não deve ser realizada por mais de três ciclos. Nesses casos, é melhor o casal estudar a possibilidade de realizar a FIV.

A IIU não é recomendada para os seguintes casos:

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