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Casais e mulheres que tiveram uma gravidez anterior muitas vezes pensam que têm fertilidade “normal” por causa disso, mas nem sempre esse é o caso. A mulher tem o ápice da sua fertilidade ainda na sua década de 20 anos. Depois disso, a fertilidade começa a diminuir, até que, aos 35 anos, essa diminuição se torna mais acelerada.
Como a fertilidade diminui com a idade, é possível — e até comum — que mulheres que não tiveram problemas para engravidar do primeiro filho tenham dificuldade para engravidar pela segunda vez. Essas condições podem se desenvolver por vários motivos. Por exemplo, uma cesariana anterior, infecção e até mesmo ganho de peso podem afetar adversamente a saúde reprodutiva da mulher.
Na verdade, mesmo que a mulher tenha engravidado com sucesso antes, ela pode ter problemas de infertilidade um dia. Neste texto, vamos explicar por que isso acontece!
A infertilidade pode ocorrer por uma infinidade de fatores físicos e emocionais e pode estar ligada a problemas em homens, mulheres ou ambos. Também pode aparecer a qualquer momento, no caso de pessoas que antes eram capazes de conceber e atualmente não são. Para entender melhor essa dificuldade, explicaremos o que é infertilidade primária e secundária.
O termo infertilidade primária refere-se a casais que não conseguem engravidar após terem, pelo menos um ano, relações sexuais sem o uso de métodos anticoncepcionais e calculando o ciclo de ovulação feminina.
Infertilidade secundária, por sua vez, refere-se a casais que já têm um filho e têm problemas para engravidar do segundo filho ou até engravidam, mas acabam perdendo.
Também é importante esclarecer que o casal é entendido como uma unidade. Portanto, se o homem ou a mulher já têm um filho de outro relacionamento e, em um novo relacionamento não conseguem ter outro filho, estamos falando de infertilidade primária, não secundária.
Homens e mulheres têm o mesmo risco de problemas de fertilidade. Em cerca de um terço dos casos, a infertilidade conjugal é causada por fatores masculinos, um terço por fatores femininos, outro terço por fatores associados e em cerca de 10% dos casos não é possível encontrar a causa. Alguns dos fatores que afetam a capacidade de um casal de ter um bebê incluem:
De modo geral, todas essas causas podem ser identificadas na infertilidade primária e secundária. No caso das mulheres, a infertilidade secundária é especialmente associada à idade, já que o segundo filho tem sido planejado bem mais tarde que o primeiro.
O principal fator de infertilidade associado à idade é que a reserva ovariana da mulher começa a diminuir de forma mais acentuada a partir dos 35 anos e se intensifica ainda mais depois dos 40 anos. Como atualmente é comum a mulher querer ter filho depois dos 40 anos, a chance de infertilidade é maior.
Os tratamentos para infertilidade primária e secundária são praticamente os mesmos. Uma história completa do casal, exame físico e avaliação das condições do útero, ovários, tubas uterinas e sêmen são essenciais.
Essa avaliação é fundamental para que as melhores decisões sejam tomadas para aumentar as chances de sucesso da gravidez.
Os possíveis tratamentos que podem ser indicados para infertilidade primária e secundária são: relação sexual programada (coito programado), inseminação artificial e fertilização in vitro.
A relação sexual programada é uma técnica de baixa complexidade. Consiste, basicamente, em fazer a estimulação ovariana e o casal manter relações sexuais durante o período fértil.
A inseminação artificial também é uma técnica de baixa complexidade. Consiste em introduzir e depositar o sêmen do parceiro, ou doador, após preparação seminal dentro do útero da paciente, coincidindo com a ovulação para aumentar as chances de gravidez.
Essa técnica é indicada para casais com problemas leves de infertilidade, casais homoafetivos femininos e mulheres buscando produção independente. É indicada apenas para mulheres com menos de 35 anos e que tenham boa reserva ovariana.
A fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida mais conhecida e de alta complexidade. Consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide em laboratório, para a obtenção de embriões para transferência ao útero da paciente. A FIV pode ser indicada para superar uma série de problemas de fertilidade e, para muitos casais, dá a eles a melhor chance de ter um bebê.
Como você pode ver, existem muitas soluções para tratar a infertilidade primária e secundária com sucesso, e esperamos que você se sinta otimista sobre sua própria jornada.
Para saber mais sobre o tema, sugerimos a leitura do nosso conteúdo sobre infertilidade feminina.
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