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Hidrossalpinge: saiba tudo sobre a doença

O que é TSH?

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O TSH, sigla em inglês para thyroid stimulating hormone, é um hormônio produzido pela hipófise que estimula a produção de dois outros hormônios pela tireoide, a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4), responsáveis por regular o metabolismo das células.

Localizada no pescoço, abaixo da laringe, a tireoide é uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um formato semelhante ao de uma borboleta. Ela contribui para regular a função de órgãos importantes, como o coração e o cérebro.

Além disso, os hormônios tireoidianos são necessários para estimular o desenvolvimento e maturação dos óvulos, embriões e para a produção dos gametas masculinos.

Ou seja, o funcionamento inadequado pode comprometer a fertilidade ou o processo gestacional.

Será tratada, neste texto, a importância do TSH para a saúde feminina, consequências do desequilíbrio hormonal, tratamentos indicados e como os hormônios tireoidianos impactam os procedimentos de reprodução assistida.

Qual a importância do TSH para a saúde feminina?

Doenças da tireoide geralmente se manifestam na fase adulta, a partir dos 40 anos, embora possam ocorrer em qualquer idade, inclusive em bebês e crianças.

A partir dos 40 anos, entretanto, estão entre os distúrbios endócrinos mais comumente registrados em mulheres e algumas manifestações se confundem, inclusive, com as do período de climatério, incluindo alterações do ciclo menstrual, no humor, sono, pele e cabelo.

Além de atuar no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, no peso, na memória, no humor, no controle emocional, a tireoide é ainda importante para regulação dos ciclos menstruais e fertilidade. O desequilíbrio hormonal pode afetar a concepção nas mulheres em idade reprodutiva.

Quais consequências o desequilíbrio hormonal pode provocar para a saúde feminina?

Quando a atividade do órgão está abaixo do normal, condição conhecida como hipotireoidismo, o processo metabólico se torna mais lento e os níveis de TSH elevam para estimular a produção de hormônios. Já ao contrário, quando a produção é muito alta (hipertireoidismo), o metabolismo acelera, enquanto a liberação de TSH pela hipófise diminui.

Ambos os casos provocam disfunções no ciclo menstrual e, consequentemente, no processo de ovulação, causando infertilidade. Além disso, podem ainda causar complicações na gravidez, como pré-eclâmpsia, abortamento espontâneo e parto prematuro ou defeitos congênitos nos bebês, tanto físicos como intelectuais.

O processo gestacional naturalmente altera a função tireoidiana. Nos primeiros meses de gravidez, a elevação dos níveis de gonadotrofina coriônica (hCG) provoca uma reação cruzada com o receptor do TSH, estimulando-o e causando um aumento da fração livre do hormônio tiroxina (T4) e diminuição do TSH (hipertireoidismo).

Por outro lado, os níveis crescentes de estradiol contribuem para aumentar os da globulina ligadora de hormônios tireoidianos, diminuindo a fração livre do hormônio tiroxina (T4), provocando maior liberação de TSH para estimular a produção do hormônio (hipotireoidismo).

Em mulheres com distúrbios da tireoide não tratados, o quadro também tende a agravar naturalmente. No hipertireoidismo, há um risco aumentado de abortamento nos estágios iniciais da gravidez e para complicações como hipertensão arterial no período (pré-eclâmpsia), baixo crescimento do feto e parto prematuro, enquanto o hipotireoidismo está associado a maior risco de aborto espontâneo ou parto prematuro.

Distúrbios da tireoide não tratados têm uma prevalência significativa em mulheres diagnosticadas com infertilidade. Para as que estão em idade reprodutiva, alterações no ciclo menstrual e abortamento espontâneo podem ser os principais indicativos do problema.

O hipertireoidismo é ainda sinalizado pelo aumento do apetite, sensação de nervosismo e ansiedade, dificuldade para dormir, ciclos menstruais de menor duração ou mais leves, aumento da sudorese e da intolerância ao calor.

Embora na maioria dos casos o hipotireoidismo seja assintomático, quando manifesta sintomas os mais comuns incluem ganho de peso, sangramento menstrual intenso, fraqueza, inclusive muscular, pele seca, queda de cabelo e aumento da glândula tireoide (bócio).

Exame de TSH, valores de referência e tratamento

O exame de TSH é simples e rápido, realizado com base na análise dos níveis hormonais presentes no sangue. Para avaliar o bom funcionamento da tireoide, a investigação deve ser feita por todas as mulheres em idade reprodutiva, independentemente de terem ou não histórico familiar da doença (um dos principais fatores de risco), e por mulheres a partir dos 40 anos.

Deve ser realizado após um jejum de pelo menos três horas, no início da manhã, uma vez que os níveis do hormônio tendem a variar durante o dia.

Os valores de referência considerados normais em adultos e mulheres grávidas são:

Níveis de TSH em adultos

Níveis de TSH durante a gravidez

Nos casos de hipotireoidismo, os níveis de TSH estão acima dos valores normais, enquanto no hipertireoidismo estão abaixo.

Para o hipotireoidismo, o tratamento padrão é a terapia com o hormônio tireoidiano sintético, que deverá ser usado diariamente por toda a vida, com dosagem ajustada ao longo do tempo, uma vez que raramente a doença regride.

Já para o hipertireoidismo, o tratamento pode incluir medicamentos antitireoidianos, que diminuem a quantidade de hormônios produzidos pela tireoide, iodo radioativo ou mesmo cirurgia, de acordo com as características e causas da doença.

TSH nos tratamentos de reprodução assistida

Ao mesmo tempo que influenciam a ovulação e atuam no processo gestacional natural, os hormônios tireoidianos exercem efeitos importantes nos tratamentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

A alteração nos níveis desses hormônios e consequentemente nos de TSH está entre as principais causas de falha na implantação do embrião e abortamentos de repetição registradas nos tratamentos por FIV.

No entanto, após o tratamento e controle adequado da doença, as taxas para uma gravidez bem-sucedida são semelhantes às das mulheres submetidas ao procedimento que não apresentam nenhum desequilíbrio hormonal: a FIV é a técnica de reprodução assistida que registra os números mais expressivos de nascidos vivos por ciclo de realização.

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