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O que é nidação?

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O termo nidação está relacionado à gravidez, que é um processo complexo e envolve tanto a fertilidade feminina como a masculina. Muitas vezes, o casal não tem conhecimento sobre o que é necessário para conseguir a gravidez e apenas quando há dificuldade de engravidar busca auxílio médico para entender melhor o que pode estar acontecendo.

Com isso, acabam conhecendo, então, mais detalhes do processo: o conhecimento comum reduz a gravidez à fecundação do óvulo pelo espermatozoide. No entanto, essa é apenas uma etapa do processo e para ser bem-sucedida são necessárias diferentes etapas.

Depois da fecundação, o embrião formado segue para o útero, onde se fixa – processo denominado implantação ou nidação – para dar início à gestação.

Neste texto, será abordada a nidação, assim como particularidades e sua importância para a gravidez. Continue com a leitura e confira.

O que é nidação?

Nidação é o termo que denomina a etapa de implantação do embrião na parede uterina interna, chamada endométrio.

Após o processo de fecundação, em que o material genético do homem e da mulher se fundem para criar o zigoto (embrião em estágio inicial, que se caracteriza pela presença dos dois pronúcleos), tem início a divisão celular, e o embrião se movimenta até o útero para se fixar e começar a gestação.

Quando chega ao útero, o embrião está com cerca de 10 mm e pronto para se fixar no endométrio, que durante o ciclo menstrual sofre ação hormonal que o prepara para recebê-lo.

O período que abrange a fecundação até o início do processo de nidação, acontece entre 5 e 12 dias. Já a fixação completa do embrião na parede do útero pode levar até 13 dias.

Sintomas

A nidação geralmente não provoca sintomas, mas algumas mulheres relatam:

Pelo fato de os sintomas serem semelhantes aos da menstruação, podem ser confundidos e se tornam um motivo de preocupação para os casais que estejam tentando engravidar, pois tendem a pensar que está em ocorrendo um abortamento.

Importância para a gravidez

A nidação é um passo importante para a gravidez. Sem ela o processo gestacional não terá êxito, pois, a partir de sua ocorrência, o organismo passa a produzir grandes quantidades de hCG, hormônio responsável pelo desenvolvimento da placenta, exclusiva da gestação e fundamental para a saúde e desenvolvimento do bebê.

O que pode prejudicar a nidação?

Muitos fatores, doenças e condições podem prejudicar a nidação. Alguns deles são:

Endométrio fino

O útero é formado por três camadas: endométrio, miométrio e perimétrio. O endométrio é a camada interna e tem espessura normal entre 4 e 5 mm. Durante o ciclo menstrual, como condição fundamental para a gravidez, o endométrio sofre ação hormonal e se torna mais espesso.

O endométrio precisa ter entre 7 e 14 milímetros para que a nidação seja bem-sucedida e a gestação se desenvolva de maneira saudável.

Endometriose

A endometriose é uma doença complexa que pode atingir diversos órgãos do corpo da mulher, principalmente da região pélvica. Nessa doença, o tecido endometrial se desenvolve em locais ectópicos, podendo dificultar a implantação do embrião.

Alterações morfológicas uterinas

Alterações na anatômica do útero também podem prejudicar o processo de nidação. Entre as principais alterações anatômicas congênitas estão o útero bicorno e o útero septado, mas elas também podem surgir como consequência de doenças, entre elas a endometriose e os miomas uterinos, por exemplo.

Em ambos os casos, o processo de nidação pode ocorrer de maneira deficiente, diminuindo as chances de gravidez.

Endometrite

A endometrite é uma infecção geralmente bacteriana que acomete o endométrio (a cavidade uterina de modo geral), altera suas condições e prejudica sua preparação para receber o embrião. Ela deve ser necessariamente tratada antes das tentativas de engravidar, inclusive em técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV).

Nidação na reprodução assistida

Caso a mulher não apresente nenhum tipo de problema uterino ou endometrial, ela pode engravidar naturalmente. Se houver outros fatores associados às falhas de implantação que não possam ser tratados e for necessário recorrer a técnicas de reprodução assistida, existem recursos para superar o problema.

A mais indicada nesses casos é a FIV, que apresenta altas taxas de sucesso e utiliza o material biológico do próprio casal para a fecundação, fazendo com que o futuro bebê tenha a carga genética dos pais.

Na FIV, técnicas complementares como o teste ERA, que possibilita a indicação do período mais receptivo para transferir o embrião, um dos critérios para a nidação ser bem-sucedida, contribuem para minimizar possíveis falhas, aumentando, dessa forma, as chances de sucesso gestacional.

Agora que você já conhece mais sobre nidação, leia o texto que explica detalhadamente a FIV, técnica de reprodução assistida mais realizada no mundo.

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