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Miomas Uterinos

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Os miomas uterinos, denominados cientificamente fibroides uterinos, são tumores benignos estrogênio-dependentes que se formam no interior ou fora do útero em decorrência de desequilíbrios hormonais, que provocam problemas na divisão celular de células do tecido que constitui o miométrio, camada intermediária do útero formada por músculo liso. Essa multiplicação celular não tem um padrão e ainda não há comprovações científicas de como nem por que ela surge, embora alguns fatores de risco possam influenciar. Sabe-se apenas que ela pode se intensificar repentinamente, ficar estável por muitos anos ou mesmo entrar em remissão. Os miomas também podem se desenvolver devido a fatores genéticos.

Por ser uma doença estrogênio-dependente, sua maior incidência é em mulheres que estejam dentro da fase reprodutiva: após a primeira menstruação, quando os ovários começam a produzir o estrogênio, e antes da menopausa, quando a produção se encerra. Seu crescimento também pode se intensificar ou ter início durante a gravidez, pelo aumento expressivo dos níveis de estrogênio no organismo feminino. Em muitos casos, esses miomas diminuem ou desaparecem após o nascimento da criança.

Alguns fatores também aumentam as chances do desenvolvimento da doença, como os genéticos. As mulheres negras, assim como as que nunca tiveram filhos (nuliparidade) e as que já têm mais de 40 anos têm um risco aumentado de desenvolver a doença. No entanto, devemos ter cuidado nessa análise pela razão de muitos casos serem assintomáticos.

Um aspecto importante dos miomas é a sua múltipla manifestação. É comum que a mulher apresente diversos miomas, em diversas fases, o que dificulta o tratamento.

Classificação dos tipos de miomas

Existem três classes de miomas: os subserosos, os intramurais e os submucosos. Essa classificação leva em consideração o local em que eles aparecem e se desenvolvem.

Subserosos

Os subserosos crescem na região mais externa da parede do útero, próxima à camada serosa, podendo afetar outros órgãos da pelve. Por serem externos, não costumam alterar o fluxo menstrual e podem não comprometer uma possível gravidez.

Os miomas subserosos podem provocar sintomas específicos em razão do local e da forma que se desenvolvem na região pélvica feminina, como problemas urinários, dores abdominais e às vezes na lombar.

Intramurais

Os miomas intramurais são os mais comuns e acometem a região central do miométrio e, em muitos casos, são assintomáticos e não oferecem risco, principalmente quando não crescem demais.

No entanto, caso eles continuem crescendo, podem causar um aumento no volume do órgão. Esse aumento pode provocar alguns sintomas, como dores abdominais, cólicas menstruais e aumento intenso do fluxo menstrual e prejudicar a fertilidade.

Submucosos

Os miomas submucosos são os menos comuns entre os miomas, mas os que geralmente mais causam sintomas devido a sua localização, principalmente longos e intensos períodos menstruais.

Eles se desenvolvem já na cavidade do endométrio, a camada que reveste a parte interna do útero. O endométrio é responsável por etapas importantes da gravidez, como a fixação do embrião. Quando o mioma atinge grandes dimensões, conseguir a gravidez pode se tornar mais difícil.

Sintomas

Em razão de suas múltiplas manifestações, portanto, os miomas podem provocar uma série de sintomas, como:

Exames e diagnóstico

Muitos casos assintomáticos são diagnosticados durante exames ginecológicos de rotina. Alguns exames podem ajudar no diagnóstico e mapeamento dos nódulos, como o ultrassom transvaginal, a histerossalpingografia, a ressonância magnética e a histeroscopia.

Tratamento

Nem todos os miomas precisam de tratamento. Os que têm pequenas dimensões e não provocam sintomas só devem ser acompanhados, já que podem, inclusive de modo repentino, crescer e começar a provocar sintomas.

Já para os miomas maiores ou que causam sintomas intensos existem algumas possibilidades de tratamento.

Uma linha de tratamento é a medicamentosa. Certos medicamentos podem controlar a doença e regular o ciclo menstrual, assim como controlar a dor, pois ela pode ser muito intensa em determinados quadros.

Os anti-inflamatórios não esteroides não atuam diretamente nos miomas, mas controlam a dor e o sangramento. Já o anticoncepcional que combina estrogênio e progesterona reduz o sangramento durante os períodos menstruais e não provoca o aumento do tumor. Os anticoncepcionais também podem ser usados de forma contínua, evitando os sangramentos menstruais.

O DIU com progesterona também é uma possibilidade, mas nem sempre ele pode ser colocado por causa da localização dos miomas.

Uma forma de tratamento clínico bastante efetivo é o que utiliza análogos do GnRH, hormônio que regula a produção tanto do estrogênio como da progesterona. Esse tratamento tem o objetivo de bloquear a ação do estrogênio, levando a mulher a uma espécie de menopausa e, consequentemente, à redução da doença. No entanto, esse tratamento tem efeitos colaterais e não deve ser usado por longos períodos. É uma boa forma de ajudar a reduzir nódulos antes de um procedimento cirúrgico, por exemplo, diminuindo os riscos da cirurgia.

A outra linha de tratamento é a cirúrgica, pela ressecção dos nódulos ou do útero inteiro. Tanto a miomectomia quanto a histerectomia podem ser realizadas de forma minimamente invasiva pelas técnicas de histeroscopia ou laparoscopia. O desejo reprodutivo do casal é um ponto importante a ser levado em consideração na escolha da cirurgia, preservando o útero naqueles que programam uma gestação.

Alguns procedimentos menos invasivos, como a miólise e a embolização de artéria uterina, também são opções de tratamento em alguns casos bem selecionados.

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Cinthia
16 de setembro de 2020 09:26

Muito bem explicado