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Etapas da fertilização in vitro: conheça o passo a passo desta técnica

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Alguns casais encontram dificuldades para engravidar naturalmente, portanto precisam recorrer à medicina reprodutiva como alternativa para realizar o sonho de ter um filho. A técnica de reprodução assistida mais realizada hoje é a fertilização in vitro (FIV), devido principalmente à sua alta taxa de sucesso. A FIV é uma técnica de alta complexidade que pode ser indicada para muitos problemas de infertilidade.

O procedimento tem algumas etapas: estimulação ovariana e indução da ovulação; punção dos óvulos; fecundação; cultivo embrionário; e transferência dos embriões. Caso sejam gerados embriões excedentes, o casal pode congelá-los e doá-los ou utilizá-los em um futuro ciclo de FIV, caso, por exemplo, não obtenham sucesso. Depois da transferência, é feito o teste de gravidez para verificar se a técnica obteve sucesso.

Para que você entenda melhor, preparei um passo a passo do procedimento. Acompanhe!

Estimulação ovariana e indução da ovulação

Muitas vezes, a dificuldade de engravidar é proveniente de problemas hormonais, que prejudicam a ovulação. A FIV começa com medicação à base de hormônios, que fazem a estimulação dos ovários para que liberem um número maior de óvulos naquele ciclo menstrual. Com mais óvulos, as chances de uma fecundação bem-sucedida em laboratório aumentam.

O tratamento deve ser iniciado nos primeiros dias da menstruação. A paciente faz uso das medicações de estímulo prescritas diariamente por 10 a 12 dias. É importante seguir as orientações médicas para que a estimulação seja feita na intensidade correta.

Uma vez constatado por ultrassonografias e exames de dosagens hormonais que os óvulos estão maduros, (folículos com diâmetro médio de cerca de 18 mm), é administrado outro hormônio, o hCG, que induz a ovulação. Cerca de 35 horas depois, pode ser feita a punção dos ovários.

Punção dos ovários

Depois da ovulação, os óvulos precisam ser retirados para que possam ser fecundados em laboratório pelos espermatozoides.

Esse procedimento é feito em centro cirúrgico. A paciente recebe anestesia e o líquido folicular, que contém os óvulos, é coletado com uma agulha especial. O material coletado é enviado ao laboratório para que os óvulos sejam separados e preparados para a fecundação.

Nesse mesmo dia, ocorre a coleta do sêmen do parceiro, que deve estar em abstinência sexual por 2 a 5 dias. Existe a possibilidade de ser utilizado sêmen doado.

Fecundação

Depois da punção dos óvulos e da coleta seminal, ambos os gametas são manipulados e preparados para elevar as chances de gravidez.

Os óvulos então são fecundados pelos espermatozoides em laboratório, procedimento que pode ser feito de duas formas: FIV clássica ou injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI). Na FIV clássica, óvulos e espermatozoides são colocados em placas de cultura com meios de cultivo e mantidos em incubadoras com condições ideais para que a fecundação aconteça naturalmente. Na ICSI, cada espermatozoide é injetado dentro de cada óvulo.

No dia seguinte, o embriologista avalia se a fecundação aconteceu.

Cultivo embrionário

Depois da fecundação, o embrião é monitorado em laboratório até atingir o desenvolvimento ideal para a transferência ao útero da paciente. Isso dura de 2 a 6 dias, de acordo com o estágio de desenvolvimento do embrião em que ocorrerá a transferência.

Nesse período de cultivo, pode ser feita a biopsia embrionária para pesquisar alterações genéticas, quando houver indicação, identificando alterações que podem levar a abortamentos ou síndromes.

Transferência do embrião

A última etapa é a transferência dos embriões ao útero. Isso requer preparo e pode ser que eles precisem ser congelados para implantação somente no ciclo seguinte.

Os embriões podem ser transferidos em dois estágios do desenvolvimento: clivagem (D2 ou D3) ou blastocisto (D5 ou D6). É nessa fase que deve ser feito o congelamento, caso necessário.

O número de embriões que pode ser transferido é determinado pelo CFM de acordo com a idade da mulher:

Teste de gravidez

Entre 10 e 14 dias após a transferência do embrião, a mulher faz um teste de gravidez. Trata-se de um exame de sangue simples, feito em laboratório, para medir o beta hCG.

Se o resultado for positivo, o procedimento foi bem-sucedido, mas cerca de 10 dias depois é feito um ultrassom transvaginal que permite visualizar o saco gestacional e confirmar a ocorrência efetiva da gravidez.

Percebeu como cada uma das etapas da FIV é importante para o sucesso nos resultados do tratamento? Graças ao procedimento, muitos casais conseguem a desejada gravidez.

Se você está à procura de uma clínica especializada em fertilidade, entre em contato.


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