Agendar Consulta | (11) 94007-6113
Fechar
Icone Newsletter
Inscreva-se na nossa newsletter

Inscreva-se e receba em primeira mão novidades e materiais exclusivos sobre Reprodução Humana produzidos pela Dra. Fernanda Valente.

Fique tranquilo que o seu e-mail estará a salvo conosco. Nós também não gostamos de SPAM!
Nome completo:
Hidrossalpinge: saiba tudo sobre a doença

Adenomiose: quais são os sintomas?

481


O útero é formado por 3 camadas de tecidos: perimétrio, miométrio e endométrio. O miométrio é a camada intermediária, mais espessa, formado por um tecido muscular e que, portanto, apresenta o potencial de contrair-se de forma dolorosa (como nas cólicas menstruais ou no trabalho de parto) ou mesmo indolor.

Estima-se que 10% das mulheres no mundo tenham adenomiose, uma alteração na camada muscular da parede uterina. Essa condição pode apresentar sintomas extremamente dolorosos e afetar a qualidade de vida da mulher acometida.

Seu diagnóstico gera muitas dúvidas com relação à fertilidade feminina.

Com o intuito de dar apoio e tranquilizar nossos pacientes e leitores, as informações mais importantes acerca do assunto foram organizadas neste texto.

Leia e confira: o que é adenomiose? Quais são os sintomas e riscos? Adenomiose e infertilidade, qual é a relação? Adenomiose afeta a reprodução assistida?

O que é adenomiose?

A adenomiose é caracterizada pela presença de glândulas e estroma endometrial no interior do miométrio, ou seja, quando as células da camada mais interna do útero (o endométrio) invadem a camada muscular (miométrio). Ela pode ser focal ou difusa, profunda ou superficial.

Quando se apresenta de forma focal, é definida pela presença de nódulos que se assemelham aos miomas em determinada região do útero, chamados também de adenomiomas.

A forma de apresentação difusa é caracterizada pela presença do tecido endometrial por toda a parede do útero, o que pode deixá-lo pesado e volumoso. Também pode se apresentar no grau superficial ou profunda.

Uma vez caracterizada como superficial, significa que atinge até um terço da parede uterina, enquanto no seu grau profundo atinge mais de um terço do órgão.

É uma doença estrogênio-dependente, comum em mulheres na faixa etária entre 35 e 50 anos. Com a chegada da menopausa, ocorre a diminuição do estrogênio e a doença para de evoluir e os sintomas podem desaparecer.

Sua etiologia ainda não está bem definida, mas sabe-se que também pode ser resultante de traumas de cirurgias ginecológicas e curetagens uterinas, mais de uma gravidez ao longo da vida e por suscetibilidade genética.

Sua presença pode causar abortamentos, complicações obstétricas e infertilidade, além de apresentar sintomas dolorosos, chegando a ser comparada, por algumas pacientes, com a dor do parto.

A doença pode ser grave, por isso é muito importante a avaliação médica caso reconheça seus sintomas.

Quais são os sintomas e riscos?

A adenomiose pode ser grave e causar sintomas severos e dolorosos, que geralmente aparecem após as gravidezes ou após manipulações cirúrgicas do útero e desaparecem após a menopausa. Os sintomas mais comuns da adenomiose são:

O problema é que esses sintomas podem ser confundidos com outras doenças, por isso é necessária a investigação médica detalhada. No entanto, a adenomiose também pode acometer a mulher e não provocar sintoma algum, o que dificulta ainda mais o diagnóstico.

A doença tem cura com a retirada do útero, mas essa opção só é indicada em último caso, quando os sintomas não são controláveis com os medicamentos e quando a paciente não tem desejo reprodutivo.

Adenomiose e infertilidade: qual é a relação?

A infertilidade é caracterizada pela dificuldade de conseguir uma gravidez após 12 meses de tentativas, lembrando que as mulheres acima de 35 anos devem iniciar os exames de investigação da infertilidade após 6 meses de tentativas.

O útero, quando acometido pela adenomiose, sofre alterações funcionais e estruturais que podem levar a um ambiente com atividade inflamatória além do aumento das contrações uterinas involuntárias.

Há uma associação importante também entre adenomiose e outras doenças, como endometriose e miomas.

O conjunto dessas alterações pode ter impacto negativo na fertilidade feminina, prejudicando a implantação embrionária e diminuindo taxas de sucesso, mesmo com a fertilização in vitro (FIV).

As mulheres com essa condição apresentam mais risco de parto prematuro e alterações do desenvolvimento placentário. As contrações involuntárias também dificultam a implantação do embrião no útero e podem evitar, até mesmo, que a mulher consiga engravidar.

Adenomiose afeta a reprodução assistida?

As técnicas de reprodução assistida, devido ao avanço tecnológico, vêm permitindo que milhares de casais inférteis realizem seu sonho de ter um filho.

Ao escolher a reprodução assistida, diversos exames podem ser solicitados para indicação da melhor técnica para cada caso.

Há autores e estudos que defendem que a adenomiose tem um impacto negativo nas técnicas de reprodução assistida, embora admitam que os estudos sobre o caso ainda têm suas limitações e divergências.

É uma doença com características e sintomas muito heterogêneos, dificultando uma padronização nas condutas.

Nem todas as mulheres precisam de tratamento, mas aquelas com adenomiose e infertilidade devem ter acompanhamento com especialista para dar um seguimento adequado às possiblidades de tratamento para tentar uma gestação natural ou em ciclos de FIV.

Conseguiu entender a adenomiose e seus sintomas? Continue lendo aqui e aprofunde seus conhecimentos para combater essa condição.


Compartilhe:

Facebook Whatsapp Linkedin

Último Post:


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *